
Partes de mim que encontrei ao escrever… Outras, ainda procuro!
- Porque escrevo (e porque agora)
- Não sei bem como começar, mas talvez faça parte do processo.
- Durante muito tempo guardei tudo cá dentro
- As palavras, os medos, as dores…
- Até as pequenas alegrias que me salvaram nos dias escuros
- Hoje decidi começar este blogue
- Não porque a minha história seja extraordinária
- Mas porque é bem real
- Não prometo finais felizes
- Mas prometo verdade
Hoje, dia 5 de Maio de 2025, estou de folga. Enquanto estava aqui apenas sentada no meu sofá, pensei que precisava de algo que me ajudasse a ultrapassar algumas coisas… e, porque não escrever um blogue.
Sempre tive o hábito da escrita, diários ou apenas cadernos aleatórios, sempre foi uma forma de desabafo, mas talvez partilhar com alguém que se possa encontrar numa situação idêntica, me ajude.
O dia de hoje está a ser… como dizer… incrivelmente solitário… muito mais do que o costume e triste, sim, é isso mesmo.
Para dar algum contexto, sou uma pessoa com 54 anos, divorciada há 8, sozinha, desde então. Tenho um filho com 33 anos que vive comigo e uma neta com 7 anos que vem passar os fins de semana.
O meu filho, esteve desempregado vários meses e começou hoje a trabalhar, portanto, eu tenho sido a única pessoa a sustentar a casa, com um salário mínimo… não tem sido fácil, e tenho dias que nada me faz sentir bem, aliás, se desistir fosse opção, já tinha desistido há muito.
Mas não, embora seja difícil, não quero desistir, acho que ainda tenho tanto para dar… e para receber…
Portanto, hoje. Hoje estive na cama até às 13h, não almocei, apenas me sentei no sofá…
Eu costumava tricotar imenso, mas nem isso me tem trazido alegria, nem me apetece pegar nas agulhas…
Ler, outra coisa que adoro, mas ainda não peguei no meu livro hoje…
Sim, é um dia para esquecer… começo bem, não!!
Costumo sempre dizer, pensamento positivo, mas hoje, não consigo ter nenhum, são todos bastante negativos, apesar da “alegria” pelo primeiro dia de trabalho do meu filho.
O que posso dizer/escrever mais… não vai ser sempre assim, pelo menos, espero que não, mas hoje, é o que tenho para oferecer.
Obrigada por me ouvirem/lerem, se se reconhecerem em alguma linha, fiquem, serão bem vindos, quem sabe nos podemos ajudar mutuamente. Até breve.